Internacionalização: a Coréia, a China e os EUA

Tanto a China quanto a Coréia foram capazes de se desenvolver em um ritmo acelerado em grande parte devido à ênfase colocada na educação de sua população. Cedo perceberam que a internacionalização teria papel central nesse esforço. Entenderam também que a internacionalização é uma via de mão dupla e que tão importante quanto incentivar seus alunos a estudarem no exterior, é importante atrair alunos estrangeiros para estudarem no país.

A China, conforme reportagem recente do jornal britânico “The Guardian” hospeda atualmente mais de 380 mil estudantes internacionais oriundos de mais de 200 países. O objetivo principal dos alunos internacionais é aprender a língua e a cultura.

A Coréia do Sul tem planos de atrair 200 mil alunos estrangeiros (principalmente as ciências exatas, ou STEM em sua sigla em inglês) até 2023, conforme relata o site ICEF Monitor.

Os Estados Unidos são tradicionalmente o país que mais atrai alunos estrangeiros. Segundo o relatório “Open Doors” publicado pelo Institute of International Education (IIE), no ano letivo de 2013/14 havia 886.052 alunos estrangeiros no país. Embora atraia muitos estrangeiros, o país historicamente não enviava tantos (alunos) para o exterior, provavelmente por causa de sua situação privilegiada no cenário educacional  internacional. Alunos oriundos dos EUA eram escassos em universidades pelo mundo afora, exceto (em) alguns países da Europa. Essa tendência está começando a mudar graças aos esforços do governo dos EUA através do programa ‘100,000 Strong in the Americas’ e do (p)Programa ‘Generation Study Abroad‘ do IIE. No ano acadêmico de 2012/13 eram 289.408 alunos americanos estudando no exterior em cursos que lhes conferiam créditos, 15.089 que [fizeram] (em) cursos que não lhes conferiam créditos e 46.000 fizeram todo o curso no exterior. O número ainda é pequeno e a meta é de ter pelo menos 600.000 alunos estudando no exterior até 2019.

O que atrai alunos estrangeiros? Todos os países que viram crescer o interesse de alunos estrangeiros de estudar em seus países, eram países que ofereciam cursos em inglês – especialmente os que valiam créditos. Também observa-se que todos esses países facilitaram vistos para alunos estrangeiros, tornando assim o processo mais simples e ágil. Acrescente-se à simplificação dos processos burocráticos a infraestrutura oferecida nas universidades: alojamento, planos de alimentação, orientação acadêmica individualizada, etc.

Receber alunos estrangeiros dá trabalho, mas o esforço vale a pena! A presença de alunos estrangeiros aumenta a sensibilidade dos alunos locais, trazem perspectivas culturais plurais e oferecem exposição a outras culturas e costumes, aumentando assim o interesse dos alunos locais em estudar no exterior.

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