Bilíngue ou fluente: faz diferença?

Há muitos estudos sobre os benefícios de ser bi ou até trilíngue. Recentemente importantes publicações como The Atlantic, The Conversation e Education Dive publicaram artigos muito interessantes sobre o assunto. Tratam de educação bilíngue nos Estados Unidos para crianças – ou seja, os efeitos serão sentidos daqui algum tempo. Vamos esperar até termos uma geração bilíngue ou vamos resolver nosso problema de hoje?

Falar uma outra língua é uma necessidade e muitos de nós que vivemos em países de grandes extensões territoriais onde se fala predominantemente uma só língua, como o Brasil (e outros tantos), não somos bilíngues. Países africanos e mesmo europeus convivem com várias línguas e dialetos dentro de seu próprio território, portanto a exposição a uma língua estrangeira é corriqueira dentro de casa e nas escolas. É natural.

No Brasil crescemos, de maneira geral, ouvindo e falando só uma língua. Na escola, ainda no ensino fundamental, começamos a ter noções de uma língua estrangeira – geralmente inglês – mas quase nunca (sim, há exceções, mas não vamos falar delas) adquirimos fluência.

Chegamos à universidade e aparece uma oportunidade de estudar fora… o que fazer? Na verdade para se estudar fora, dependendo do que se vai estudar, é necessário um bom nível de uma língua estrangeira, via de regra o inglês já que a maior parte dos candidatos a intercâmbio preferem os EUA, e em vários países também é possível fazer cursos inteiros em inglês – caso da Alemanha, Holanda e China, por exemplo. Nunca é tarde para aprender e adquirir fluência. É verdade que se demora uma vida inteira para aprender bem uma língua, mas com perseverança e determinação é possível ser proficiente em uma língua estrangeira em um tempo bem curto.

Nossa experiência é que a maior parte dos candidatos a bolsa no exterior têm sotaque forte, mas comando oral, gramatical e de leitura razoáveis. Se o objetivo for pesquisa em laboratório, isso é suficiente. Se for para estudar literatura, é necessário um refinamento maior. Mesmo assim, não é preciso falar inglês como um nativo (ser bilíngue) para ter sucesso no intercâmbio. É necessário ter boas habilidades de comunicação – entender e se fazer entender sem muito esforço.

Respondendo a pergunta do título: na maior parte dos casos não faz diferença. Fluência é só o que importa.

O IIE está prestes a lançar um programa de estágio nos EUA (vamos pilotar lá primeiro e depois abrir para países como o México e outros) para alunos brasileiros. O foco inicial é as ciências exatas, mas com possibilidade de abrirmos para outras áreas de interesse. O programa terá entre 4 e 8 semanas de duração e trará grandes benefícios para os candidatos brasileiros e para as instituições americanas. Espero ter mais detalhes para compartilhar em breve! O que quero deixar aqui é que os interessados devem aperfeiçoar o inglês!

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